Seletividade alimentar: por que entender o comportamento muda a terapia

Seletividade alimentar não é “birra”.

É uma manifestação multifatorial que envolve:

  • Comportamento
  • Aspectos sensoriais e/ou neurológicos  
  • Experiências prévias
  • Rotina
  • Falta de exposição
  • Ambiente emocional
  • Histórico de intolerância alimentar  

Por isso, tratar seletividade não é só insistir no prato.

Fatores que influenciam:

  • Pressão para comer
  • Introdução alimentar inadequada

Medos sensoriais

  • Estresse familiar
  • Ausência de rotina
  • Histórico de refluxo ou APLV
  • Comportamento materno/paterno com alimentação
  • Disfunções física e/ou anatômicas  

Não existe “receita pronta” Existe processo terapêutico.

Inclui:

  • Avaliação médica e de exames laboratoriais  
  • Exposição repetida e respeitosa
  • Ambiente sem pressão
  • Participação da criança
  • Variedade gradual
  • Experiência sensorial

Seletividade saudável X seletividade patológica

Criança seletiva de fase é diferente de seletividade que:

  • Impacta peso
  • Impacta desenvolvimento
  • Causa deficiência nutricional

A diferença está na função e intensidade.

Nutrir não é só alimentar.

É acompanhar, entender e prevenir.

Como nutricionista materno infantil, meu papel é construir estilo de vida e não apenas “dieta”.

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Patricia Martins

Patricia Martins